Figuras de linguagem – personificação e hipérbole

Olá, amiguinhos!

É, amanhã demorou que só. Mas se eu for parar pra contar como foi a rotina desses dias vou fazer uns quatro posts. E como o que interessa mesmo é que estou aqui, então, vamos à postagem nova.

Das duas figuras de linguagem que pedi que vocês revisassem fiquei devendo duas: personificação e hipérbole. As duas são facinhas facinhas e vocês já estão muito acostumados com elas no cotidiano, só esquecem que elas têm nome.

A personificação (ou prosopopeia) é um dos mais comuns recursos para instaurarmos a ficcionalidade de um texto. Tanto é assim que histórias principalmente dirigidas para crianças, como fábulas, contos de fadas e contos maravilhosos, além daquele “era uma vez, num reino distante” que ajuda a criança a se lembrar de que aquilo ali não é a verdade que ela conhece, é uma outra (a verdade do texto, por mais que ela não tenha consciência disso), usam a personificação como um recurso banal até. Além de príncipes, princesas e magia essas histórias, principalmente as fábulas costumam contar com personagens que falam, andam, pensam, enfim, fazem um monte de coisas que eles não fazem no mundo real. A personificação é justamente o uso da linguagem que atribui a esses personagens ações que a eles, no mundo real, não são possíveis.

Não entendeu? Então pera. Observa estes personagens famosíssimos:

Eu sou louca pela Dory, e você?

Se alguém falar mal de A Bela e a Fera vai ficar sem dar beijo na boca por um ano!

Praticamente impossível você não conhecer pelo menos duas das figurinhas aí de cima. Praticamente impossível você não ter se divertido muito assistindo a Procurando Nemo. Eu adoro. Agora, sejamos sinceros. Deixa eu te contar um segredinho:

Baixinho que é pra ninguém mais ouvir e eu não ser acusada de matar os sonhos alheios.

Peixes não falam. Não falam e não cantam Continue a nadar, continue a nadar…

Relógios não andam. Candelabros e bules também não. Nem riem.

Não importa se em A Bela e a Fera rola uma explicação lógica para os objetos do castelo da Fera terem ações que não são possíveis para eles. Eles foram personificados. Nemo, Dory, Marlin e todos os animais de Procurando Nemo idem. Eles fazem coisas que são impossíveis para peixes, porque são ações humanas.

Aqui é importante fazer um alerta:

  • Animais só são personificados quando realizam ações que pertencem exclusivamente a humanos. Peixe nadar, cachorro correr, cavalo piscar, gato espirrar são ações possíveis para eles. Mas sorrir, pensar e falar, por exemplo, não são.
  • Objetos são personificados sempre quando realizam ações que não são possíveis para eles. Um relógio pode emitir sons (tique-taque, bip, trim, enfim, use a onomatopeia que quiser), mas não pode andar. Mesmo que andar não seja uma ação exclusivamente humana, não pertence a ele. Daí que tem um monte de objetos nos castelo da Fera que não falam (como os talheres, as armaduras, um monte de armários, cadeiras e outros móveis), mas que foram personificados. Ou você já viu no mundo empírico saleiro se sacudir sozinho e espanador e garfo dançando cancan?

Entendida a personificação, vamos à hipérbole. Para isso, façamos uma breve pesquisa:

Quem, algum dia, já disse que estava morrendo de dor de cabeça, levanta a mão.

Tá bom. Agora, levanta a mão quem algum dia já morreu de saudade de alguém.

Massa.

Vou chamar a Laura Croft, porque tem um bando de zumbi por aqui. Ou um bando de gente exagerada. Por que ou esse povo morreu e tá andando solto por aí e merece um bom fim à la Resident Evil ou tem muita gente que gosta de uma hipérbole.

Hipérbole é esse exagero intencional de uma ideia e que, no contexto, é um exagero que fica óbvio. Se uma menina chegar na coordenação e disser que está morrendo de cólica ninguém vai chamar os paramédicos, providenciar UTI móvel e chamar padre para dar extrema-unção. No máximo vai pra enfermaria tomar um analgésico e voltar pra aula. Morrer de fome, de sede, de frio e de medo, salvo raríssimas exceções, são puras hipérboles. E esse exemplo do “morrendo de” é só um dos muitos tipos comuns de hipérbole. Ou sua mãe não já falou mais de mil vezes hoje para você sair da internet, criatura? Seu pai já não disse um milhão de vezes para você maneirar nos gastos? E você já não cansou de repetir pra o seu irmão que não quer que ele mexa nas suas coisas?

Bem, pessoas. É isso. Eu vou agora que eu tô morrendo de sono e meu computador já está reclamando que está tarde. Beijinhos procês.

10 thoughts on “Figuras de linguagem – personificação e hipérbole

  1. Bianca, sobre o Pe. Antônio Vieira, as questões pedidas na prova serão parecidas as das questões do livro? Será que tu podia fazer uma correção dessas questões?

    • Fernanda,

      Vão estar no estilo da ficha que entreguei hoje e no estilo da questão do suplemento de revisão. Posto essas respostas amanhã, quando voltar do congresso!

  2. Biancaaaaaa
    Eu to sem entender a figura de linguagem gradação. Será que vc podia escrever um post sobre isso?

  3. BIANCAA eu não to sabendo de nada!
    Err…Você não explicou muito bem figuras de linguagem não…
    Bom, mas valeu a tentativa viu? Aposto que se esforçou.
    Beijos.

  4. Bianca, na primeira questão da prova falava “o amor nos leva as alturas” , isso é personificação ? está dando a o amor ideia de ação

    • É também, Leandro.

      Também pelo seguinte: nesse texto combina-se uma personificação com uma metáfora.

      O amor nos leva às alturas = O amor nos faz sentir como se estivéssemos nas alturas.

      Só que o amor não faz nada. O amor não provoca coisas. Nós, seres humanos, é que atribuímos a coisas abstratas, como sentimentos, esse tipo de poder.

      Beijinhos.

  5. Eu amei aprender oq é personificaçao e hiperbole,pq eu tenho que estudar pra uma prova hj e essa página vai me ajudar muito tomara q eu me saia bem!

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