Dom Casmurro e os discos voadores

Não, você não leu errado e não, eu não enlouqueci a ponto de ser internada. Vou explicar. Siga a minha versão!

Estava eu, feliz e contente no shops sexta-feira. Invariavelmente eu ir a shops significa gastar um mínimo de 40 minutos dentro de livraria. Meu esposo lá na seção de história e eu vagando pelos corredores. Já estava prestes a ir embora quando vejo numa bancada:

  • Dom Casmurro e os discos voadores
  • O alienista caçador de mutantes
  • Senhora, a bruxa
  • A escrava Isaura e o vampiro

Nessas horas titia faz “Como assim???? Que ser isto???“. E lógico que lembrei na hora de uma coleção de clássicos da Jane Austen que foi parodiada no mesmo princípio: Orgulho, Preconceito e zumbis.

Peguei o Dom e fui para a quarta capa, direto. O livro promete uma conspiração intergalática entre duas raças de aliens, aquáticos e repitilianos, androides e uma ligação de outro mundo entre Capitu e Escobar.

Não preciso nem dizer que eu fui direto pro caixa dando pulinhos de alegria, né? Quando o release do lançamento da coleção no site da editora Quando Hector Lima diz que a coleção veio “para o horror dos puristas. E toda vez que puristas ficam horrorizados é sinal que algo de novo e interessante pode estar sendo feito.” (clique aqui para ler o texto completo) eu pergunto onde é que eu assino!

Não vou recomendar a leitura da obra, ainda, porque não terminei. Até onde fui tem seus defeitos. E suas qualidades. Algumas referências a Jorge Luís Borges e a Memórias Póstumas de Brás Cubas foram impagáveis. Mas juro que não aguento mais o Lúcio Manfredi (autor do livro junto com Machadão, segundo a editora🙂. Amei!) usar a expressão “sono dos justos“. Quem transforma Dom em uma ficção científica onde “A verdade está lá fora” (esse encerramente de capítulo me fez quase chorar de rir) tem mais criatividade do que sono dos justos, convenhamos! Muda isso na próxima edição, Lúcio!

Quando titia terminar o livro ela indica ou não para vocês, tá?

Beijinhos e bom fim de!

PS: Eu sei que o blog tá paradão, mas acreditem, não é falta de vontade, não mesmo. É fator tempo. Por essa semana (entendam como até o próximo fim de semana) vai rolar post novo.

Atualização: Adorei o livro! Ainda implico com algumas escolhas linguísticas (e ainda peço pro Lúcio dar um jeitinho nesses sonos dos justos chatos!), mas a obra, com toda inovação, respeita muito o Sr. Joaquim M. Machado. As referências intertextuais machadianas estão todas lá, e nem sempre, nem sempre mesmo, óbvias. E o espírito geral da obra, muito para além dos ciúmes de Bentinho e do enigma Capitu, estão lá.

Bentinho, o primeiro Fox Mulder da literatura. Eu NUNCA teria pensado nessa sem o texto do Lucio Manfredi. Obrigada pela experiência, Lucio, e parabéns!

2 thoughts on “Dom Casmurro e os discos voadores

  1. oi, Bianca, obrigado pelo link!

    uma pequena correção: esse trecho que você citou não é do release da editora, e sim uma opinião minha sobre a proposta. só pra esclarecer e ninguém achar que eles estão provocando fãs do Machado ou algo assim.😉

    também comprei esse, vou começar a ler o quanto antes!

    • Obrigada pela correção, Hector. Achei que tinha saído direto do release da editora! Vou corrigir.
      Mas o que é que tem eles quererem provocar os fãs de Machado?🙂
      Quanto mais mexerem na obra do Bruxo, mais viva ela se torna!

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