Indianismo Romântico – Respostas da ficha 1

Olá pessoas!
Demora um pouquinho, mas eu venho aqui. Sabem como é: com vocês 870 alunos, algumas provas e trabalhinhos simpáticos (não é Yuri? :P) e uma pobre professora que passou a semana doente. (Alguém quer um restinho de gripe aí?)
Demoro, mas venho. Divirtam-se com a análise dos textos e a reposta da ficha 1. Esperem mais um pouquinho que eu posto um comentário desse grupo de escritores e as respostas da ficha 1.
O primeiro texto de Gonçalves Dias, Deprecação, que significa ato de implorar, nos mostra um eu lírico que é um índio e que se dirige ao deus indígena Tupã (questão 1). Esse índio implora para que Tupã descubra seus olhos do velame (véu) de penas que o impede de ver o que acontece com o povo indígena, dizimado por invasores que possuem armas de fogo (raios) e, por isso, o índio interpreta que são alguma forma de vingança de Tupã, já que ele é o deus dos raios (e trovões) contra seu povo (questão 3, 5, 7). Por isso ele implora que Tupã se apiede de seu povo e os ajude a se defender dos europeus, dando-lhes o poder de combater de combatê-los, ressuscitando o valor indígena (questão 10).
A mudança a que se refere o texto é a transição de um estado de paz inicial, em que os índios se encontrariam em harmonia com a natureza, para um estado de guerra e opressão que se inicia com a chegada dos europeus. Essa, pelo menos, é a visão romântica da vida indígena num momento em que este é o símbolo de pureza e civilidade da pátria. Note que é um desenvolvimento da teoria do bom selvagem, criada no século anterior por Rousseau e já adotada pelos árcades (questão 4).
O eu lírico relembra o passado para demonstrar que seu povo é destemido e enfrentaria de igual para igual os invasores, não fosse o fato de estes manejarem o raio cruento e os índios não terem esse instrumento disponível para si (questão 8).
Desfazendo o hipérbato, temos: E teus filhos jazem clamando vingança da perda infeliz dos bens que lhe deste e “O Piaga nos disse que seria breve a cruel punição que nos infliges” (questão 9)
O segundo texto de Gonçalves Dias, I-Juca Pirama, mostra-nos um índio que é um cavaleiro medieval típico: ele é bravo e forte (questão 11a), foge com o pai cego para protegê-lo (questão 11c) e para cuidar dele pede para viver (questão12a), o que seria uma desonra para um grande guerreiro, principalmente nas condições em que sua tribo se encontra: foi dizimada e sobraram poucos guerreiros timbiras (questão 11 b). Para isso ele pede “Não vil, não ignavo, / Mas forte, mas bravo, / Serei vosso escravo: / Aqui virei ter.”
Listando as características típicas de cavaleiro medieval, podemos apontar que ele é um guerreiro valente que possui um código de honra que não permitiria descumprir a palavra dada, que o obriga a cuidar dos fracos. Esse cumprimento da palavra oferecida, e o fato de não mentir são elementos típicos do indivíduo naturalmente bom, que ainda não foi corrompido pela civilização (questão 13 a e b, respectivamente).
O texto de Manuel Bandeira trata-se de uma paródia, pois os valores foram invertidos: o eu lírico não é bravo, não é forte e preza tanto a vida que não se proporia a morrer. As conjunções/locuções conjuntivas que podem ser usadas no lugar de “Bem que” são “Ainda que”, “Embora”, “Apesar de”.
Quanto à questão 16,o gabarito é letra D.
Bom restinho de domingo e até amanhã!
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