Figuras de linguagem: gradação, antítese e paradoxo e Gabaritos e comentários – ficha 5

Preciso confessar: eu tô morta! A viagem de hoje foi supercansativa, vocês não têm noção! Depois eu conto detalhes!

Bora pro que interessa por que eu e vocês precisamos dormir, não é?

Muitos de vocês me pediram os gabaritos e comentários dos exercícios do livro e outros da ficha 5. Como, nesse momento, só vai dar para fazer um dos dois e Karina me pediu uma luz sobre gradação, é com a ficha 5 mesmo que vamos trabalhar. No meio do caminho vai rolar a revisão sobre as figuras de linguagem que estudamos nesse material.

Sigam-me os bons!

Ficha 5

Questão 1 -VFFVV

Questão 2 - E

Questão 3 - Os questionamentos não têm leitor específico, pois são perguntas retóricas, isto é, são perguntas efetuadas para conduzir a análise do problema levantado e que são respondidas ao longo do texto. Através das perguntas retóricas o autor focaliza pontos do assunto que podem gerar opiniões divergentes e na resposta formulada argumenta em favor de sua opinião.

Questão 4 – a) A sequência de palavras conseguiu reforçar a ideia de abandono social ao qual aquelas pessoas são submetidas.

Questão 4 – b) “que aprendêssemos a ser pedra, a ser árvore, a ser bicho entre bichos” e “entre pessoas, povos e até religiões”

PAUSA DRAMÁTICA PARA A REVISÃO DE GRADAÇÃO

Atendendo ao pedido especial de Karina e pensando em outras pessoas que podem estar na mesma situação, vamos lá.

A gradação é a figura de linguagem que usamos quando desejamos intensificar (sendo possível também suavizar) uma ideia através da organização de um grupo de palavras em sequência ascendente (ou descendente, se for o caso da suavização).

Se você está se perguntando porque, então, ela não é a mesma coisa que a hipérbole ou o eufemismo, eu digo que a resposta para essa questão é justamente o fato de a gradação fazer isso através de um grupo de palavras organizada em sequência. Além disso, ela não tem, como o eufemismo, uma conexão com um tipo específico de assunto.

Está muito abstrato ainda? Então olha essa imagem:

Nos programas de edição de imagem, quando trabalhamos com cores, brilho, contraste, costumamos ter uma régua na qual movimentamos o ponteiro para atingirmos o tom que queremos dar para a imagem. Pense nessa régua como uma grande gradação. O assunto dela (a cor azul, no exemplo acima) é um só: o que varia é a intensidade do tom, mais claro ou mais escuro, mais vivo ou com menos contraste. Veja que no exemplo, posicionando o seletor em pontos diferentes da régua, temos azul, mas a tonalidade do azul é mais clara ou mais escura, dependendo de onde colocamos o seletor.

Com as palavras é a mesma coisa. Quando usamos a gradação nós escolhemos no repertório vocabular de que dispomos uma ideia (uma cor) e a organizamos de uma maneira em que essa ideia vai, a cada palavra, ficando mais intensa (como o seletor, no exemplo da imagem, foi escolhendo um tom mais vivo de azul).

ENCERRAMENTO DA PAUSA PARA A REVISÃO. CONTINUE AGORA COM NOSSA PROGRAMAÇÃO NORMAL.

Questão 5 - As citações foram usadas tanto para dar voz de autoridade ao autor, pois mostram que ele é uma pessoa culta e, portanto, deve ter razão no que diz, como também foram usadas para comprovar que o que o autor pensa não é fruto de puro achismo: outras pessoas já pensaram de maneira semelhante – e, impliciamente – isso também significa que se muitas pessoas já pensaram a mesma coisa, é mais provável que seja verdade.

Questão 6 – a) O autor menciona que o cristianismo, ao mesmo tempo, é um condenador da alegria e dos prazeres, mas um alimentador de uma ideia ilusória de felicidade (ilusória porque só possível depois da morte). Ele também afirma que, ao mesmo tempo, o cristianismo é humilde e fraco, pois prega que as pessoas sejam resignadas e perdoem tudo que se atente contra elas, mas que, ao mesmo tempo, o cristianismo é autoritário, pois reafirma um podes maior, que é o de Deus.

Questão 6 – b) A descrição do cristianismo feita por Reinaldo Azevedo está de acordo com a definição de parodoxo. É assim porque, de acordo com a definição, o paradoxo aponta a coexistência de ideias opostas num objeto.

Questão 6 – c) A / A / P

PAUSA DRAMÁTICA PARA A REVISÃO DE ANTÍTESE E PARADOXO

Para uma definição definitiva (sim, isso foi de propósito) do que é antítese, a voz daquele que tudo sabe. Escute Deus falar ao seu coração!

A gente tem que admitir: dessa vez o Adão estava certo!

A antítese é a figura de linguagem pela qual fazemos o contraste entre coisas opostas. Tirando quando essa coisa é o John e a Yoko, não há uma incoerência lógica nesse contraste, porque os opostos não convivem no mesmo ser ao mesmo tempo.

Quando essa convivência acontece, estamos no paradoxo ou oxímoro. Além de lembrar do paradoxo da década, lembre-se dessa interessantíssima publicidade da Veja:

Vejam que os opostos, presentas no primeiro e no segundo quadro, acabaram formando os mesmos seres. Convivendo no mesmo ser, ao mesmo tempo, usou-se o paradoxo.

ENCERRAMENTO DA PAUSA DRAMÁTICA

Questão 7 - O texto de Reinaldo Azevedo é um texto opinativo. Portanto, ele não tem a intencionalidade artística que caracteriza um texto literário, já sendo, a partir daí, impossível classificá-lo como uma obra literária. Além disso, o texto fala do mundo real, empírico, e não de um mundo ficcional, inventado; e, apesar de usar linguagem conotativa em várias passagens, possui apenas um sentido geral, que é a opinião do autor sobre o assunto.

Ufa, foi! Agora dá licença, que eu tô dormindo em cima do teclado! Beijos!

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2 comentários sobre “Figuras de linguagem: gradação, antítese e paradoxo e Gabaritos e comentários – ficha 5

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